O cinema deve ter começado na caverna de Platão que gerou o famoso mito - avô do teatro de sombras. Pois no dia 28 de dezembro de 1895, os irmãos Lumière apresentaram pela primeira vez a cena de um trem em movimento. Muita gente saiu da sala correndo com medo de ser atropelado!
Em 1902 o cinema começou de verdade com o mágico Georges Méliès. A câmera ficava paradinha como se fosse uma espectadora de teatro e na frente dela o mágico apresentou histórias como, por exemplo, uma viagem à lua e fez mágicas, obviamente.
Vinte anos depois dos irmãos franceses , em 1915 , David Griffith apresentou o filme “ O Nascimento de uma Nação”, altamente preconceituoso (defende a ku klux klan) – São 1500 planos em em 2 h e 45 min de filme. Ele narrava a história usando close, plano detalhe, plano médio, travelling, plano geral ...foi um marco. Mais tarde o tema da Guerra da Secessão foi romantizado e deu origem ao “desconhecido” “E o Vento Levou”.
O alemão Robert Wiene realizou em 1919 “O Gabinete do Dr. Caligari”. A Alemanha havia sido derrotada na primeira Guerra Mundial – o pessimismo da alma criou o expressionismo alemão.
O filme “O Encouraçado Potemkin”(1925) de Serguei Eisenstein disputa com “Cidadão Kane” (1941) de Orson Welles o título de melhor filme de todos os tempos. O tema inicial do cineasta russo foi a tomada do poder pelos trabalhadores. Eisenstein é o papa da montagem!
Os mestres do neo-realismo italiano foram Roberto Rossellini e Vittorio De Sica – “a necessidade da linguagem provinha da necessidade de existência”. Os filmes “Roma, Cidade Aberta (1946)” e “Ladrões de Bicicleta” são obras-primas que representam este movimento. A burguesia endinheirada era tema de Federico Fellini.
O Velho Oeste foi retratado por Jonh Ford. Charles Chaplin dispensa comentários, Alfred Hitchcock é o rei do suspense. Jean-Luc Godard e François Truffaut representam a rebeldia francesa. Nos filmes de Tarantino as palavras significam ação.
Este breve histórico foi para chegar em 2009 e falar bem (de novo!) do Cinematerna – uma revolução, aliás, uma evolução cinematográfica para bebês e cia. Dia 30 de abril assistimos o lindo filme Vitus – que está me inspirando bem mais do que eu imaginava...João Paulo e eu fizemos novas amizades no Café, após a sessão. Foi uma delícia!
Os meus filmes preferidos são: Promessas de um Novo Mundo, O Filho da Noiva, O Carteiro e o Poeta, Santiago, O Auto da Compadecida, Nascidos em Bordéis, Pão e Tulipas, Valentin e Cine Paradiso. E os seus?
Fonte - Livro "Cinema - um zapping de Lumière a Tarantino" de Luiz Carlos Merten
O cineMaterna é meu programa semanal predileto!
ResponderExcluirE adoro o bate-papo depois. Tenho conhecido mamães e bebês fofos!
Parabéns pelo blog. Meu filme preferido é um mega-clichê classico: E o vento levou...
bjs
Debora Chames